Faz tempo que abandonei este blog. Nele tinha a esperança de colocar no "papel" as idéias malucas que passam pela minha mente. Não tinha, e ainda acho que tenha, a pretensão de ser rascunho de algo. Era mais um exercício. Uma tempestade de idéias e coisas que eu achasse relevante colocar aqui.
Hoje depois de um longo tempo, me deparo com ele novamente. Aqui, empoeirado, com algumas teias, debaixo de tanta coisa "importante" que apareceu na minha vida. Senti vontade de falar, mas hoje quem sabia me ouvir não pode falar comigo diretamente. Busco saídas, tomo decisões difíceis, levanto a cada manhã com a esperança de um novo dia e retorno para casa com pesar de quem acabou de sair de um funeral.
Não encontro subterfúgios para manter minha habitual "desestabilidade" controlada. Ouço, apoio, dou risadas, converso nas redes sociais, interajo, mas há uma carência, um vazio, uma solidão.
Dizem que passa, procuro acreditar, me agarro ao meu otimismo, para que as "forças do mal", meu bom humor me soprou essa, não me deixe abater.
Sinto falta do sorriso.
Sinto falta, das manias de criança.
Sinto falta das broncas, e da preocupação.
Na verdade sinto falta.
Vou seguir, continuar andando, e quem sabe...
Não prometo nada de novo, nem sequer me dei ao trabalho de tirar a poeira, apenas tirei da estante e resolvi escrever.
Até, quem sabe.